Era um reino oprimido por um demônio contido num espelho, e foram-se eras até que alguém resolveu enfrentá-lo.
Um único homem dizimou seus vassalos e encontrou o vilão, que lhe disse que não tinha a magia necessária para derrotá-lo.
O homem arremessou uma pedra, quebrou o espelho, e o demônio se foi. Anos de glória viriam, e o reino se regenerou.
Mas o espelho ainda era um espelho, e sete anos de azar caíram sobre o herói.
A si anos de desgraça viriam, e o herói se isolou.
Ninguém lembra dele, que hoje está preso por roubar maçãs. Ainda faltam três anos.
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
Manhã rotineira. Fictícia, claro.
É cedo, mas não de madrugada. Ele não deve ser do tipo que acorda de madrugada. Mas me parece razoável que ele tome café na cama ou coisa assim. Suponhamos que seja o caso.
Sua empregada - Carla, por exemplo - lhe traz o café. Enquanto serve ao seu patrão, este pergunta:
- Como estão a bolsa e o dólar, Carla?
- Dólar a R$ 2,50, senhor; e a bolsa já abriu em queda.
- Então, traga-me o terno.
Ele levanta da cama, deixando o café ali. Ele não deve demorar. Veste o terno. Não arruma o cabelo, porque ele não tem muito o que arrumar. Faz um telefonema. Em poucos minutos a mídia está à sua porta. Ele faz um depoimento. A mídia se vai. Ele volta para seu quarto, guarda o terno e volta para o seu café. Liga a televisão. Assiste o depoimento que dera há pouco. O dólar passa a reduzir a alta, a bolsa passa a reduzir a queda.
Com um sorriso de satisfação, ele passa a saborear o seu café.
- Mais alguma coisa, senhor Henrique?
- Avise o motorista que sairei em meia hora.
E então ele segue para seu trabalho.
Claro, a vida real não é tão simples, mas me diverti pensando nessa narrativa.
Sua empregada - Carla, por exemplo - lhe traz o café. Enquanto serve ao seu patrão, este pergunta:
- Como estão a bolsa e o dólar, Carla?
- Dólar a R$ 2,50, senhor; e a bolsa já abriu em queda.
- Então, traga-me o terno.
Ele levanta da cama, deixando o café ali. Ele não deve demorar. Veste o terno. Não arruma o cabelo, porque ele não tem muito o que arrumar. Faz um telefonema. Em poucos minutos a mídia está à sua porta. Ele faz um depoimento. A mídia se vai. Ele volta para seu quarto, guarda o terno e volta para o seu café. Liga a televisão. Assiste o depoimento que dera há pouco. O dólar passa a reduzir a alta, a bolsa passa a reduzir a queda.
Com um sorriso de satisfação, ele passa a saborear o seu café.
- Mais alguma coisa, senhor Henrique?
- Avise o motorista que sairei em meia hora.
E então ele segue para seu trabalho.
Claro, a vida real não é tão simples, mas me diverti pensando nessa narrativa.
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
Besquianas
O sindicato dos bancários (talvez sindicato seja no plural, mas o sentido permanece o mesmo) pode ter lá suas reivindicações absurdas (800 reais de vale alimentação por mês? O que será dos gerentes barrigudos?), mas reivindicar o pagamento de 1 ano de participação nos lucros de uma empresa onde se trabalhou apenas 3 meses é sensacional demais.
Claro, tudo que o sindicato propõe de absurdo seria muito bem vindo ao meu bolso, então não preciso que me lembrem do ar de hipocrisia por aqui.
E as CheesyPops estão de volta.
Claro, tudo que o sindicato propõe de absurdo seria muito bem vindo ao meu bolso, então não preciso que me lembrem do ar de hipocrisia por aqui.
E as CheesyPops estão de volta.
Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Huntar X
Encontrei esse texto no meu desktop, na hora de fazer backup de algumas coisas.
Levei cinco minutos pra descobrir que eu mesmo o escrevi, provavelmente em 2006/2007.
"Huntar" é uma estória escrita por um cidadão chamado Caio, sob o nick de Purgatory_Archangel, e eu servia como revisor/crítico.
Tal cidadão apareceu do nada no finado fórum do Pamonhas of Apocalypse, e sumiu quando o referido fórum foi pro saco.
Aye, as badass as it sounds.
Huntar tinha dois personagens principais, Doc e Goggles; e a "série" nunca foi acabada. Nesta versão que eu fiz, a história se passa anos depois do último capítulo de Huntar que foi lançado.
Eu também não terminei o conto, mas está aí. Enjoy.
-----
.Setor Lambda 7
..Dorgen Ruins
- Tem manteiga?
12º ano após a queda dos Excluídos.
- Dá pra raspar o pote ainda.
13º aniversário da morte de Doc, soldado lendário que dizem ter matado o governador anterior.
E dois soldados que por acaso lembraram-se do fato o homenageavam passando margarina em pão mofado.
07:30 da manhã, tempo fechado, temperatura de 12°C. Um dia maravilhoso para aquele setor.
- Doc dizia que penicilina faz bem. Ele iria ficar satisfeito com isso.
- Sim, misturada com manteiga dá um lustre interessante nas armas, embora fiquem escorregadias.
Os dois lustraram suas armas com o composto e levantaram-se,
- Há quanto tempo não comemos algo por necessidade?
- Uns 10 anos, acho.
- Oh..
Há dois meses foi descoberta uma porta não catalogada no sistema de informação do governo. Todas as portas eram catalogadas pelo governo. Era ilegal possuir uma porta não catalogada, ou construídas sem autorização. Como não havia burocracia alguma para se fazer uma porta, era uma maneira tola para arrecadar dinheiro.
Três esquadrões militares foram destacados para coletar informações, e não voltaram. "Devem ter morrido também".
O único sobrevivente que viu a Porta (nome oficial elaborado depois de 7 minutos de discussão. Desistiram de discutir porque o café estava esfriando) foi um prestador autônomo de serviços militares.
.Sede do Governo
..Salinha do Café
- Eu vi a Porta (nome prático). Nos metros anteriores a dela, corpos de vários soldados, alguns do governo, alguns de guerrilhas, e alguns com distintivos toscos que não me dei ao trabalho de tentar reconhecer. Sentado na frente da porta, um único homem a guardava. Fora ele quem dizimou os grupos de reconhecimento.
- E por que você foi poupado, então, diabos?
- O homem disse que eu fui o único que não chegou atirando, então pude manter uma conversa com ele.
*o prestador autônomo de serviços militares pigarreou*
- Ele pediu informações sobre a bolsa de valores, as modelos de moda do momento, e o sabor da Coca-Cola. Ele parecia ter muito interesse em Coca-Cola. E em mulheres também. Na verdade, ele se revelou satisfeito ao saber que não existe mais bolsa de valores.
- E por que infernos ele está lá?
- Ah.. a conversa estava tão interessante que não me lembrei de perguntar. Mas sei que ele não come, dorme apenas 2 horas por dia (fracionada entre as 24 horas totais), e suas únicas armas são uma pistola com munição infinita e um teclado com o qual ele controla as metralhadoras de avião presas no teto.
- Pistola com munição infinita.
- Sim, uma beleza! Toda feita a mão, utilizando yoctotecnologia, design feito pela antiga Pininfarina, e com um pequeno ornamento, tipo aqueles de espadas chinesas, mas menor.
- Yoctotecnologia.
- Yoctotecnologia.
- Você vai até a Porta, fala com o guardião da Porta, tem um papo animadíssimo com o mesmo, e não pergunta por que raios ele está ali, ou para quê serve a porta?
- Claro, não fui pago para trazer informações, fui pago para chegar vivo até a porta. Todo o resto foi parte do meu free-time depois de cumprir a missão.
- (O que aconteceu com os bons mercenários de quando o autor dessa fic era outro?)
[EoF]
-------
Ah sim, me avisem se conhecerem algum Caio que um dia atendeu como Purgatory_Archangel.
Levei cinco minutos pra descobrir que eu mesmo o escrevi, provavelmente em 2006/2007.
"Huntar" é uma estória escrita por um cidadão chamado Caio, sob o nick de Purgatory_Archangel, e eu servia como revisor/crítico.
Tal cidadão apareceu do nada no finado fórum do Pamonhas of Apocalypse, e sumiu quando o referido fórum foi pro saco.
Aye, as badass as it sounds.
Huntar tinha dois personagens principais, Doc e Goggles; e a "série" nunca foi acabada. Nesta versão que eu fiz, a história se passa anos depois do último capítulo de Huntar que foi lançado.
Eu também não terminei o conto, mas está aí. Enjoy.
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.Setor Lambda 7
..Dorgen Ruins
- Tem manteiga?
12º ano após a queda dos Excluídos.
- Dá pra raspar o pote ainda.
13º aniversário da morte de Doc, soldado lendário que dizem ter matado o governador anterior.
E dois soldados que por acaso lembraram-se do fato o homenageavam passando margarina em pão mofado.
07:30 da manhã, tempo fechado, temperatura de 12°C. Um dia maravilhoso para aquele setor.
- Doc dizia que penicilina faz bem. Ele iria ficar satisfeito com isso.
- Sim, misturada com manteiga dá um lustre interessante nas armas, embora fiquem escorregadias.
Os dois lustraram suas armas com o composto e levantaram-se,
- Há quanto tempo não comemos algo por necessidade?
- Uns 10 anos, acho.
- Oh..
Há dois meses foi descoberta uma porta não catalogada no sistema de informação do governo. Todas as portas eram catalogadas pelo governo. Era ilegal possuir uma porta não catalogada, ou construídas sem autorização. Como não havia burocracia alguma para se fazer uma porta, era uma maneira tola para arrecadar dinheiro.
Três esquadrões militares foram destacados para coletar informações, e não voltaram. "Devem ter morrido também".
O único sobrevivente que viu a Porta (nome oficial elaborado depois de 7 minutos de discussão. Desistiram de discutir porque o café estava esfriando) foi um prestador autônomo de serviços militares.
.Sede do Governo
..Salinha do Café
- Eu vi a Porta (nome prático). Nos metros anteriores a dela, corpos de vários soldados, alguns do governo, alguns de guerrilhas, e alguns com distintivos toscos que não me dei ao trabalho de tentar reconhecer. Sentado na frente da porta, um único homem a guardava. Fora ele quem dizimou os grupos de reconhecimento.
- E por que você foi poupado, então, diabos?
- O homem disse que eu fui o único que não chegou atirando, então pude manter uma conversa com ele.
*o prestador autônomo de serviços militares pigarreou*
- Ele pediu informações sobre a bolsa de valores, as modelos de moda do momento, e o sabor da Coca-Cola. Ele parecia ter muito interesse em Coca-Cola. E em mulheres também. Na verdade, ele se revelou satisfeito ao saber que não existe mais bolsa de valores.
- E por que infernos ele está lá?
- Ah.. a conversa estava tão interessante que não me lembrei de perguntar. Mas sei que ele não come, dorme apenas 2 horas por dia (fracionada entre as 24 horas totais), e suas únicas armas são uma pistola com munição infinita e um teclado com o qual ele controla as metralhadoras de avião presas no teto.
- Pistola com munição infinita.
- Sim, uma beleza! Toda feita a mão, utilizando yoctotecnologia, design feito pela antiga Pininfarina, e com um pequeno ornamento, tipo aqueles de espadas chinesas, mas menor.
- Yoctotecnologia.
- Yoctotecnologia.
- Você vai até a Porta, fala com o guardião da Porta, tem um papo animadíssimo com o mesmo, e não pergunta por que raios ele está ali, ou para quê serve a porta?
- Claro, não fui pago para trazer informações, fui pago para chegar vivo até a porta. Todo o resto foi parte do meu free-time depois de cumprir a missão.
- (O que aconteceu com os bons mercenários de quando o autor dessa fic era outro?)
[EoF]
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Ah sim, me avisem se conhecerem algum Caio que um dia atendeu como Purgatory_Archangel.
Sexta-feira, Agosto 29, 2008
Secretária Eletrônica
Último dia útil antes do quarto mês de setembro que contém a presença deste blog.
Gosto do último dia útil de um mês. Meus cartões de alimentação são recarregados.
Enfim, este é um post resultante de um devaneio não concluído.
Uma entrada num blog deve ser feita num ritmo que pareça tão natural quanto respirar.
Se você tem que parar pra pensar se está inspirando ou expirando, melhor deixar a idéia guardada para um futuro devaneio.
On a sidenote, o substantivo "catupiry" é derivado de um termo tupi-guarani que significa "excelente". O que ainda não justifica qualificarem-no como um queijo para uma pizza 4F.
Gosto do último dia útil de um mês. Meus cartões de alimentação são recarregados.
Enfim, este é um post resultante de um devaneio não concluído.
Uma entrada num blog deve ser feita num ritmo que pareça tão natural quanto respirar.
Se você tem que parar pra pensar se está inspirando ou expirando, melhor deixar a idéia guardada para um futuro devaneio.
On a sidenote, o substantivo "catupiry" é derivado de um termo tupi-guarani que significa "excelente". O que ainda não justifica qualificarem-no como um queijo para uma pizza 4F.
Domingo, Março 23, 2008
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Laranja
Cansei da cor laranja. Estou definitivamente com alguma coisa contra o laranja.
Foi a Pizza Gran Cheff. Digo, ela é toda laranja (pareces, cadeira, tudo). E tem cheddar na pizza de quatro queijos. É laranja demais.
Preciso de um tempo das coisas laranjas. Ao menos das laranjas em excesso.
Tem um botão laranja que eu preciso apertar pra publicar os posts. Sem problemas com ele. Mas pizzarias cor laranja com pizzas com detalhe laranja? Pfeh.
Tio Laranja, essa é uma excelente hora para NÃO aparecer ;D
Foi a Pizza Gran Cheff. Digo, ela é toda laranja (pareces, cadeira, tudo). E tem cheddar na pizza de quatro queijos. É laranja demais.
Preciso de um tempo das coisas laranjas. Ao menos das laranjas em excesso.
Tem um botão laranja que eu preciso apertar pra publicar os posts. Sem problemas com ele. Mas pizzarias cor laranja com pizzas com detalhe laranja? Pfeh.
Tio Laranja, essa é uma excelente hora para NÃO aparecer ;D
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